terça-feira, 17 de novembro de 2020

CARTA ABERTA AO PREFEITO REELEITO DE PINDAMONHANGABA

 

 Isael Domingues:


Em sua fala à imprensa, especialmente convidada para uma coletiva no auditório da Prefeitura, você iniciou a conversa de um modo até certo ponto merecedor de reflexão um pouco mais profunda...

 

“Quero deixar um agradecimento especial à minha família...”. Houve uma breve pausa e, sinceramente, imaginei ser para destacar uma citação específica à primeira dama. Lógica, e naturalmente, essa personalidade deveria receber uma fala distinta ao contexto familiar, pelo simples fato de lhe servir como fiel conselheira, travesseiro emocional e mão estendida em tempos de se reconfortar. Afinal, como sempre os vencedores afirmam, a mulher amada merece ser agraciada publicamente...

O discurso, em termos de família, foi meramente genérico...

 

Em contraponto, houve a preocupação sua em citar o tempo integral de parceria com seu secretariado e equipes: três anos, 10 meses e 16 dias, considerando-os verdadeiros heróis.

 

Prosseguiu sua fala valorizando, tão somente, os seus comissionados importados e abertamente não considerando os valores tantos disponíveis na cidade a qual governa. Disse ser importante a capacidade de dar respostas à população. Respostas como o desastre pela perda de milhares de exames de laboratório e o providencial, até agora, engavetamento da respectiva CEI, com a devida acolhida, em seu grupo de escudeiros, do relator desta mesma Comissão do Legislativo?

 

Continuando: infeliz a sua citação do sagrado nome de Deus, para justificar seus comissionados e suas próprias ações: “Quem fala isso é Deus”, você destacou ao elogiar a equipe de trabalho. Aliás, não é a primeira citação indevida do sagrado nome de Deus. Você mesmo se investiu do direito de afirmar ter sido escolhido, pelo Criador, para prefeito, quando da primeira vez. Faltam-lhe humildade e verdadeira fé. Transbordam arrogância, oportunismo, sede de poder e soberba. Tripudia sobre quem ousa contestá-lo.

 

Noutro trecho da fala, afirmou a “maneira inteligente” de usar a iniciativa privada, fazendo-a sacudir o bolso, para estar dentro da prefeitura. Enquanto isso, o cidadão comum continua ralando e suando para honrar com as obrigações fiscais, sustentando uma folha de pagamento a ponto de estourar, de tão inflada. Aceitar doações, caro prefeito reeleito, é uma forma de disfarçar o famoso “podem passar a sacolinha”... 

 

Com essas doações, o município fica menos rico de patrimônios consolidados (leia-se áreas de interesse comercial/industrial), enquanto a cenografia impera para fazer o povo acreditar estarem as coisas caminhando para um futuro melhor. De qual maneira, se o presente dói na carne dos doentes, dos desempregados, dos pequenos empreendedores, enquanto os bolsos e contas bancárias dos comissionados soam em valor monetário dos respingos de lágrimas e suor e lamentações de quem trabalha para sustentar seu glorioso time de estrangeiros comissionados.

 

Depois, anunciou, mesmo com dificuldade em respirar em alguns momentos, a morte da Câmara com mentalidade antiga e ultrapassada, falando dos “votos de cabresto” até então praticados e, salvo prova em contrário, favoráveis à sua atual gestão. Veja-se, por exemplo, o emocionante desempate estabelecido quando da CEI da revisão de cargos. O então presidente só faltou virar cambalhotas ao ser o protagonista do desempate em seu favor...

A maior parte dos vereadores esteve ao seu lado, aprovando até mesmo sem discutir. Agora não lhe servem mais... Bem feito para eles, supostos representantes do povo.

 

Você disse sobre tratar os cidadãos com respeito, mas parece isso acontecer, somente quando do seu interesse, não por merecimento de todos os seres humanos terem respeito, independentemente da situação.

 

Dirigindo-se aos profissionais da Imprensa, presentes ao evento, anunciou um orçamento melhor, comparando com o disponível no início do seu primeiro mandato. Você falou em ter acontecido o final da era do “cabresto”, e, depois vem acenando com melhores pagas à Imprensa. Simplesmente insinuou seu desejo de a mesma só noticiar ou publicar aquilo definido como de seu interesse administrativo. Não abre a mínima possibilidade de crítica ou noticiário capaz de lhe causar algum tipo de incômodo.

 

Por outro lado, promete um orçamento melhor para a mídia, mas, salvo eu estar completamente enganado, carece – ainda – de um processo licitatório para contratação de uma agência prestadora de serviços publicitários institucionais. A essa agência compete contratar, ou não, os veículos de comunicação. Naturalmente, a empresa vencedora do certame terá seu ganho regulamentar para gerir os investimentos. Claro está, entretanto, a escolha ficar a cargo do seu departamento de Comunicação.

 

Aliás, aqui nos permitimos um breve comentário: você criticava tanto seu principal adversário, nos anos anteriores e até na campanha passada, mas arregimentou, há bom tempo, a maioria do time adversário. Acredito vir esse time a coordenar toda a sua comunicação nos próximos tempos. Criticava e agora lhe serve ou é algo inexplicável?

 

Quanto aos anunciados, também, representantes da cidade nas esferas estadual e federal, você acena com o vice e o pároco parceiros? Teriam, estes, tanto a merecer dos cidadãos locais? Fala em ser preciso a cidade se educar para isso vir a acontecer...

 

E a Educação dos nossos herdeiros, tão arrebentada e mal conduzida nessa sua gestão? Os mestres merecem mais atenção, para terem como ensinar a garotada. Valorizar o efetivo é dar condições de nossa cidade se inserir com altos ganhos de conhecimento num tempo de mais conforto e qualidade de vida. Você deseja isso, negociando cargos com estrangeiros?

 

Cadê o valor atribuído necessário aos eleitores daqui? Estrangeiros comissionados não votam... E se fossem realmente bons, não teriam chance em suas cidades de origem? Creio serem moedas de troca, muito caras e nem tanto eficientes...

 

Na conversa com os jornalistas, esqueceu-se de manifestar sua sincera gratidão a Deus. Nunca é demais agradecer ao Pai. Aí, mais uma vez, transpareceu sua pretensão em se impor escolhido sem precisar agradecer...

 

Dica número um: cuidado em não bater no peito à toa. “Nada é definitivo enquanto não termina” (frase autoral, caso ninguém a reivindique).

 

Dica número dois: você tem um tempo todo para ser melhor, caso seja declarado inocente das representações contra sua gestão.

 

Dica número três: dê, à Imprensa, seu devido valor e não, apenas, a considere sob seu comando. O direito de expressão ainda é concedido aos cidadãos brasileiros. Não compre testemunhos, seja motivo de elogios desinteressados e desatrelados das verbas institucionais.

 

Dica número quatro: aprenda a ler, nos olhares dos Servidores Públicos, o grau de satisfação quanto ao tratamento administrativo a eles atribuído. Servidores Públicos são como cozinheiro e garçom: deles depende o sucesso do bom prato e a satisfação do consumidor.

 

Dica número cinco: desça do tijolinho, use estar à altura do povo, para se merecer gestor desse povo. Use pronunciar o nome inteiro da cidade, até para merecer ter expressado tanto amor a ela em diversos letreiros com coração...

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Sexta e última: se você acredita ter vencido “de lavada”, de repente o povo decidiu LAVAR AS MÃOS e deixar você sozinho resolver o pepino ou o abacaxi criado por seu time de especialistas e agora tenta se justificar. Não misture alhos com bugalhos, pois a ponte é alta e as águas muitas devem passar sob ela, ainda.

 

Em tempo: não pretendo, com isso, nenhuma consideração (ou deferência) em termos de possíveis contratos publicitários, como já declarado em outra oportunidade. Minha opinião precisa ser livre e não patrocinada.

 

Essa é minha carta aberta a você e me permito conceder licença a tantos quantos desejarem apor sua assinatura sob a minha. O trato como pessoa comum, por não considerá-lo excelente para a totalidade.

 

 

Ah, talvez não acredite, mas, em nossas orações você está, com o devido respeito a Deus, pois nos compete orar indistintamente por amigos ou adversários.

 

Assino, sim.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista Independente, MTb 3600/SP

Pindamonhangaba é minha querida terra adotiva.

 

 

 

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Carta aberta aos novos vereadores eleitos em Pindamonhangaba, brevemente empregado$ do povo.

 Prezados senhores:

A partir de 01 de janeiro vindouro, pelas falas durante campanha, os senhores – pelo menos os novatos – assumiram o compromisso de darem, na Casa de Leis, vez e voz ao povo, servindo-se de sua dignidade e cidadania, honrando os votos os quais os levariam, como aconteceu, a uma das cadeiras do Legislativo.

Assim, nos permitimos dirigir nossa proposta de reflexão, inicialmente aos novatos:

Das pautas de campanha, muito das narrativas constantes, se não todas, dependem da coerência e do verdadeiro exercício da representação aos senhores, agora, atribuída pelos cidadãos tantos os quais, com o desejo de verdadeiras mudanças, confirmaram a crença em seus discursos.

Essas mesmas narrativas de campanha precisam, efetivamente, ter o respeito e a visão discernida do Executivo o qual, por competência, tem a obrigação de incorporá-las enquanto ações para a melhor qualidade de vida com Saúde, Segurança, Habitação, Transporte, Emprego e Renda. Não apenas serem discursos avalistas de permutas inconsequentes, enormemente absurdas e nada resultantes aos esteios do anseio da população.

Antes de se preocuparem em apresentar projetos de homenagear pessoas, denominar ruas, indicar serviços municipais, leiam e se inteirem da Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara de Vereadores. Entendam serem, também, prestadores de serviços remunerados a toda uma cidade, não somente aos seus eleitores.

Tradicionalmente terão assessores, custeados pelo dinheiro público. Não os tenham, apenas e tão somente, como pingentes decorativos em seus gabinetes. Incutam, neles, a necessidade de trabalhar como, por exemplo, canalizando os reclamos do povo aos setores competentes da municipalidade, minimizando as pautas orais ou, até mesmo, escritas de cada sessão do Legislativo. O verdadeiro currículo de um representante do povo está no atendimento e não na fuga da responsabilidade. O povo não pode esperar mais por soluções viáveis e que não custam o bolso de cada vereador.

Fiscalizem o Executivo, não se acomodem em conversas de bastidores, em acenos de simpatia, em possíveis insinuações para “tirarem o pé do acelerador”. Para isso, importante é saberem da Lei Orgânica e do Regimento Interno. Por esses instrumentos, inclusive, podem reduzir o próprio valor de seus ganhos, economizando para investimentos voltados à comunidade.

Todo e qualquer recurso aos senhores disponibilizado, como: meios de comunicação, tecnologia da informação, salas, mesas, sanitários, água, café, biscoitinhos e tudo o mais lhes são cortesia... Patrocinados pelo cidadão anônimo o qual, talvez, nem saibam ter merecido dele seu voto...

Quebrem o ranço do passado, limpem os acessos à Casa de Leis, reabram portas e galerias, reúnam-se mais vezes por mês, facilitem a vida de todos. Sejam Honestos e Trabalhadores.

Afinal, esse selo de qualidade todos os senhores buscaram ostentar durante a campanha. Não pode se desbotar ou desaparecer agora.

Aos reeleitos:

Vocês têm a grande chance de fazer parte de um time de pessoas de respeito e merecerem, efetivamente, serem tratados pelo tradicional “nobre vereador”. Saiam do casulo, invistam-se na verdadeira fala de trabalhar pelo povo, não por conta do sustento advindo do suor do povo.

Terão, mesmo em se considerando a possibilidade de estarem sob igual ideologia política dos novatos, adversários ávidos de serem – comprovadamente – bons e melhores do que os senhores. Vocês, antigos (nos permitam o adjetivo) já não desfrutam da prerrogativa de serem virgens em legislar. Mas podem ser os primeiros a perder totalmente a credibilidade já bastante abalada pelos procedimentos e posturas recentes os quais, notadamente, passaram o rodo na maioria de seus até então companheiros de jornada. O povo já não dorme de touca...

Respeito é tudo e o povo tem sofrido com falta dele.

Depois escrevo carta ao prefeito, haja vista ele estar se sentindo no topo do pedestal, ainda inacabado...

É a minha Carta Aberta, disponível para quem desejar assinar junto.

Marcos Ivan de Carvalho.

Jornalista profissional independente, MTb36001

Apaixonado pela mãe adotiva Pindamonhangaba.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

RECADO ABERTO A RESPEITO DO AERÓDROMO DE PINDAMONHANGABA (Uma breve explicação, de boa intenção)

 Pessoas todas de nossa querida Pindamonhangaba:

Já ouviram dizer a respeito de um terrível medo de perder a "boca rica" quando se ganha muito, pouco se produz e não se justifica o uso sensato do dinheiro público?

Sim, uso sensato do dinheiro público. Naturalmente, muitos gestores municipais correm para montar seu time de "confiança", buscam comprar a fidelidade, a peso de muito dinheiro do suor do povo.

Na verdade, poucas vezes se faz necessário pagar absurdos para ter pessoas de confiança ao seu lado. Basta, tão somente, valorizar e contemplar os servidores de carreira, os quais - na maior parte das vezes - preparam tudo para o "confiança" do prefeito assinar. 

Esse começo serve para ilustrarmos como, na maior parte das vezes, os de "confiança" vendem até a sombra da alma para ostentarem poder aquisitivo suportado pelo povo.

Circula pelas redes sociais a postagem de um comissionado da atual gestão de Pindamonhangaba, abordando assunto do Aeródromo de Pindamonhangaba, com a afirmação de o gestor anterior ter fechado tal equipamento para pousos e decolagens.

O fato é que, num dos primeiros momentos de sua gestão, o desastrado atual prefeito se aproveitou da oportunidade, juntou alguns praticantes ou entusiastas da arte da navegação aérea, rumou para Brasília e firmou um convênio. 

Por meio desse convênio, a Prefeitura de Pindamonhangaba passou a ser responsável pelos destinos do Aeródromo (o antigo campo de aviação do Haras Paulista). Nada mais do que isso.

Trouxe, o Executivo, para sua mesa, o poder de decidir quando e como negociar os destinos do Aeródromo de Pindamonhangaba, um dos dois aqui existentes. O outro, da Fazenda Santa Helena, é privado, mas comporta - inclusive - operações noturnas.

O prefeito, com o jeitão de querer trocar "tampinhas de garrafas", oferecidas pelos interessados, pensa - imagino eu - dar, ao Aeródromo, o mesmo destino  o qual já absorveu alguns espaços locais. Do tipo: "você me dá uma bala caramelo, eu te dou um pacote inteiro de outras balas melhores e vou adoçando o povo com a balinha caramelo"... Engana descaradamente ao povo.

Agora, já com os pés no domingo de votação, nos vem esse comissionado despejando essa coisa de dizer que o prefeito anterior fechou o Aeródromo e o já fracassado prefeito atual quem o reabriu.

Ele quer garantir a moeda de troca com uma narrativa boba, muito infantil e inconsistente...

Todos os aeródromos tiveram suas licenças, permissões e demais documentações atualizadas, para merecerem aval da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil. Qualquer prefeito teria feito isso, pois é exigência, não opção.

Na verdade, prefeito e comissionado "viajam" a bordo do desespero, a ponto de estarem nas nuvens da insensatez, haja vista a desconfortável condição de precisarem entregar, em 31 de dezembro, cadeiras, gabinetes e títulos aos seus sucessores, os quais auguramos sejam o verdadeiro resgate da dignidade de todos os pindamonhangabenses.

Desta maneira, pisando na garganta do povo e semeando mentiras a granel, esses atuais "responsáveis" pela cidade que vão cantar em outra freguesia, já que se apadrinharam de um nem tanto respeitável religioso, muito mais fiel às manobras de querer levar vantagens em vez de respeitar os preceitos sobre os quais supostamente se apoia.

Atentem para isso: O aeródromo não foi reaberto pelo atual prefeito. Ele simplesmente, há bom tempo, buscou ter como continuar negociando oportunidades de se aparentar ao lado do povo.

Não fez muita coisa pelo equipamento, simplesmente trazendo sob sua palavra, muitos idealistas da aviação. Talvez, imaginando ter mais quatro anos para deitar e rolar. 

Na verdade, vai sentar e chorar...

Que saia voando do Palácio de Vidro. E isso o povo já tem decidido...

Assino, sim.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista independente, MTb36001