segunda-feira, 10 de maio de 2021

EMPURRANDO COM A BARRIGA (OU O TOTAL DESCASO PARA COM A LEI FEDERAL 12.527)

 RECADO AO PREFEITO DE PINDAMONHANGABA, CASO ELE AINDA NÃO TENHA CONHECIMENTO DESSES PROTOCOLOS.

Parece-nos, salvo prova consistente contrária, haver o exercício de empurrar com a barriga, não prestando esclarecimentos conclusivos, aos protocolos formulados eletronicamente junto às diversas secretarias e/ou departamentos da Prefeitura de Pindamonhangaba.

Por isso, caro Dr. Isael, encaminho publicamente esses protocolos, reivindicando respostas conclusivas, pois são de sua competência zelar pelo cumprimento da Lei, especificamente Federal de nº 12.527, a qual reza sobre acesso à informação pública.


Será possível obtermos respostas?

Entendo não ser de único interesse nosso, mas, sim, de toda a população...

Assino:

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista Independente, MTb 36001

www.canal39.com.br



quinta-feira, 18 de março de 2021

O CUIDADO NECESSÁRIO NAS ESCOLHAS... (RECADO PARA QUEM DESEJA FAZER A CIDADE SER RECEPTIVA EM TURISMO)

 Portaria para preencher vagas do COMTUR é publicada e já chega com novas vagas.

Após uma aparente “maratona” para o preenchimento de vagas em algumas de suas cadeiras, o Conselho Municipal de Turismo – COMTUR, de Pindamonhangaba, encaminhou documento ao prefeito da cidade solicitando a nomeação dos escolhidos, fato levado a efeito por meio da Portaria 5.489, de 16 de fevereiro de 2021.

Por esse instrumento, o prefeito consagrou a nomeção do grupo de conselheiros para o exercício do mandato 2020/2022.

A portaria tem, inclusive, efeito retroativo à data de ocorrência da escolha havida não por escrutínio secreto (essa prática é exigida pela Lei 6.122/2018 e seus complementos posteriores), dos cidadãos os quais viriam preencher vagas abertas por conta de exoneração devido a faltas excessivas de alguns conselheiros ou nova indicação, neste caso da parte do Executivo. As faltas regidas pelo mesmo instrumento legal, não têm contemplação quanto à possibilidade de justificativas.

Uma das mais importantes (eu diria ser a mais importante), qualidades de um cidadão candidato a conselheiro municipal, em qualquer segmento, é exercer o conhecimento e o comprometimento.

Lamentável é a verificação de, na mesma data da publicação no jornal "Tribuna do Norte", ter acontecido uma reunião do COMTUR, pelo sistema remoto (virtual) e, no decorrer desta, surgir a informação de o representante do setor de Transportes Turísticos, por ser “pessoa de reconhecido saber” e diretor da EFCJ, já não mais reunir condições de ocupar a cadeira, devido a mudança de emprego e cidade. Aí, a primeira vaga reaberta. O suplente, com o devido respeito, não tem representação formal como Transportador Turístico, apesar de ser conceituado fotógrafo profissional.

A segunda perda, também comunicada por ocasião da reunião referida, foi a do suplente da cadeira de Meios de Hospedagem, o qual havia formalizado intenção de participar do COMTUR de Pindamonhangaba em nome do Hotel Fazenda Pé da Serra, estabelecimento do qual se desligou recentemente. Participou, também, somente da reunião para escolha sem escrutínio secreto.

Cabe ressaltar, neste segundo caso, ser pessoa com alto conhecimento técnico. Antes mesmo de ser nomeado já compunha, há alguns anos, o Departamento de Turismo da cidade de Potim, localidade onde mora e trabalha.

Uma terceira falha, se não for da equipe responsável pela revisão e publicação da Portaria no jornal “Tribuna do Norte” (em 09/09/2021) é a notável ausência do suplente para a cadeira ocupada pela Associação Comercial e Industrial de Pindamonhangaba – ACIP.

Por ter efeito retroativo, conforme consta no texto oficial, a intenção seria a de se formatar com mais solidez esse importante órgão de consultoria e deliberação quanto às ações pelo Turismo Receptivo de Pindamonhangaba.

Com mandato a partir de 2020, dezembro, todos os cargos têm validade até dezembro de 2022, exceto o da presidência, o qual termina, por força de lei, no último dia de 2021, podendo o conselheiro continuar a ocupar a cadeira de sua representatividade e, ainda ser reconduzido por meio de escrutínio secreto, à presidência.

O COMTUR tem buscado se organizar, criando comissões temáticas para discutir assuntos, propor soluções e projetos. Naturalmente, ainda precisa capacitar seus integrantes, principalmente quanto ao comprometimento ao cargo, conhecimento das normas e leis e fazer sua presença ser marcante, ocupando o lugar no contexto do planejamento turístico do município. Para nada ficar, somente, sob as canetas do Executivo.

Além disso, abrir a visão para um horizonte mais amplo, não se limitando aos assuntos inerentes aos empreendimentos de cada uma das representações ali contidas. Um bom começo é formatar a capacitação ao trade turístico não só Rural, considerado a “bola da vez”, mas, urgente e indispensavelmente, mas de todo o mix de produtos e serviços localizados no perímetro urbano da cidade.

O Turismo Receptivo precisa ser entendido, vivenciado e praticado pela população. Do contrário, como poderemos dar as boas vindas a turistas se não soubermos como atendê-los enquanto estiverem em nossa casa nas próximas 24 horas ou mais...

Para refletir: as melhores placas de identificar o turismo estarão, sempre, na memória de quem voltar para casa levando na lembrança os locais e, acima de tudo, a acolhida...

 

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista Independente MTb36001

Gestor de Turismo

Filho adotivo de Pindamonhangaba

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Recadinho para a Banda do Céu: João passou por aqui e já está por aí!

Ele viveu.

Ajudou um tanto bom de pessoas a entender a vida, pela música.

João.

Nos tempos do século passado, o rapaz circulava pela cidade com o pinho nas costas, alguns vinis nas mãos e uma vontade sadiamente louca de cantar e botar muita gente no “coral”, o chamado back vocal de agora.

Quando o Jorge era ainda só Ben, sem o Jor, aconteceu de uma noite, no balcão do Bar do Jota, na saudosa Ferrô da Fernando Prestes, João nos chegar com o violão afinadíssimo, numa batida incrível.

- Quem tiver ouvidos, ouça! Tirei agora essa nova do Babulina! E no tom original (acho, rsrss)...

Atacou os acordes de “País Tropical”, com uma incontida alegria.

Noutros tempos, numa das noitadas de muito papo, música dos Beatles e do Caê, João nos apareceu com um compacto simples da Odeon. No selo: “Sá Marina”. Mandou ver, com a levada original do Simonal.

Daí ganhou o batismo: de João Socó, conhecido, para João Socomonal, bem ao estilo do suingue “simonalístico”.

Socó, o João do incrível contrabaixo de pau, do Som B7 ou no Som B5, contrabaixo elétrico.

Socomonal, das pegadas cuidadosas no teclado do antigo Diatron, precursor dos teclados sintetizados.

João Socó, meu primeiro professor de violão. Cifrou, dentre outras, “Menina da Ladeira”, “Viola enluarada”, “Sampa”. Estudei, mas as anotações escorreram pelas cortinas do implacável Tempo.

A elasticidade do Mestre de todos os momentos, o Tempo, distendeu a possibilidade de abraços, falas e encontros acontecerem.

E o menino grande fazia música “de ouvido” e se solidarizava com os apreciadores dos bailes e brincadeiras dançantes da época. A moçada ficava “no gargarejo” apreciando o trabalho dos músicos, inclusive de João Socó.

Em seu currículo cabe anotação de incontáveis participações em diversas formações. Arrisco algumas: Biriba Boys, Realce, Os Bárbaros, Controle Remoto, Rose Star...



Até parecia ser preciso eu ficar triste, ao saber da chamada feita para João Socó contribuir na Banda do Céu. Entretanto, consolei meus olhos e sentimentos, ao saber de ele estar muitíssimo bem acompanhado.

A moçada já estava preparada para o ensaio com o mais novo integrante.

A Banda do Céu, com Pimentel e Marinho Batera, Zeca Maravilha e Uly Carlos, Ocimar e Basílio, Abelardo Araújo e Dodi, Fred Macruz e Zé Sambinha, conta, agora, com um experiente parceiro chamado João Socó.

Para os mais antigos dessa banda maravilhosa, nossa recomendação: não se esqueçam de fazer o melhor, cuidando de quem ainda está por aqui, orando por vocês.

Descanse em paz, caríssimo João Socomonal.

Aumentem o som... A Banda do Céu não gosta de tristeza...

Viva a Banda do Céu!

 

(Marcos Ivan de Carvalho, fraternal e carinhosamente amigo com muita saudade dessa moçada toda).