domingo, 17 de maio de 2020

CARTA ABERTA AO NOBRE POVO DE PINDAMONHANGABA


Carta aberta ao nobre Povo de Pindamonhangaba.

Irmãos nativos e adotados, de todas as idades, raças, crenças e classes:

Muitas das vezes, durante nossa vida, indagamos sobre “quando será a hora” de alguma coisa acontecer...
Nessa história de só ficarmos em casa, a hora já não é mais agora. Já era! Já foi o prazo...
O prefeito, os vereadores e seus respectivos “cargos de confiança” não estão, sinceramente, preocupados com o povo...
Ao final de cada mês, reanimam sua felicidade, pois, mesmo em “isolamento social” o sacrificado dinheiro do povo lhes cai na conta bancária e, dessa, para a festa da boa mesa, dos bons panos, dos carros melhores...
Só se preocuparão se houver notável queda na arrecadação municipal, combustível de fazer feliz essa turminha passageira...
Acredito, até, muitos deles terem seus meios de comunicação financiados pelo povo, por meio do recolhimento dos impostos. Posso estar enganado, mas – por modelos muito comuns em administrações municipais – isso não é difícil acontecer.
Então, povo meu!
Ficar em casa, sem trabalhar, sem receber e precisando planejar até a alimentação para suportar o verdadeiro “mata leão” político que sofremos?
Melhor é o povo com empregos, com salários capazes de aliviar o nó da garganta em todo final de mês e nos dias de “vale”...
Melhor é o povo entender não haver mais tempo para dar tempo de o tempo dar conta de mudar o vento e o barco retomar sua rota...
As coisas precisam recuperar sua dinâmica de acontecer, logicamente com mudanças em todos os sentidos, para melhor, inclusive e muito principalmente em termos de poder.
Há quem se ocupa de uma cadeira, a principal, lá no casarão de vidro, dizendo ter sido “escolhido por Deus”...
Só para lembrar: o Deus verdadeiro não tem religião e jamais se corromperá. Seu Filho assumiu as culpas para livrar a cara de todos os demais humanos...
Referir-se autorizado por Deus é, simplesmente, servir-se do nome do Herói da Humanidade para autopromover-se. Em religião, essa prática denomina-se heresia.
Existe muita gente no mesmo pensamento, acreditando ser o nobre povo mero sustentador da prepotência, do pouco caso e da soberba.
Importa sabermos ser, essa turminha “no poder”, dependente do dinheiro do povo ao qual considera simplesmente população.
A gente simples, trabalhadora, honesta, cidadã – à qual me orgulho de pertencer – é muito mais!
É quem, realmente, trabalha para produzir combustível de fazer a felicidade de seus verdadeiros inimigos...
Incrível é sabermos o seguinte: todos os comissionados, todos mesmo, são dispensáveis. Simplesmente por sabermos de precisarem depender do trabalho dos profissionais de carreira. Sem estes, como ficam os “caronas” da administração?
Inteligente será o cidadão o qual, talvez um dia, venha assumir o gerenciamento da cidade sem fazer nomeações partidárias ou “negociadas”!
A política pública, de verdade, começa com o respeito aos tantos trabalhadores concursados da administração municipal.
Se o novo prefeito quiser – e pode sim – não nomeará cargos de confiança. Basta, irrestritamente, confiar em seus colaboradores de carreira. Estes entendem do riscado e sabem onde fica o risco de gastar muito dinheiro do povo com quem nada faz a não ser impedir o bom andamento da cidade.
Por isso, já quase no final do mandato, o Festival Municipal de Maquiagem tem início em pleno isolamento social político partidário.
O pior vírus é a política interesseira.
O outro pode ser mais bem controlado se houver uma completa higienização nos templos da arrogância e da autopromoção.
Não há mais tempo para darmos um tempo de vermos se o tempo muda a cabeça dessa gente lotada em cargos públicos de forma desmedida e sem nenhum verdadeiro calor humano.
Aproveita povo meu e eleva sua voz de não dar mais chances para sermos mais judiados!
Afinal de contas, só para lembrar, quem está no comando da cidade perdeu até para os votos nulos e em branco.
Tem gente bem intencionada chegando de mansinho, na “mineirice”.
É preciso avisar essa nova gente: o povo não é o mesmo de quatro anos passados...
A tecnologia aproximou e juntou mais pessoas em cada pensamento forte e cheio de razão.
Há, inegavelmente, um interesse de se manter o cidadão aprisionado em casa.
Os políticos brigam, normalmente, por espaços de aparecer.
Em tempos de “pandemia”, os em exercício do cargo não querem dar chances de outros virem a aparecer na mídia local... A não ser os espaços garimpados nas redes sociais ou patrocinados...
Até quando será preciso apenas pagar para continuar sofrendo pela falta de respeito ao direito sagrado de ir e vir, ser e estar, pensar e falar, dançar, cantar, festejar, abraçar, respirar,  e outro tanto de direitos “pisados” pela política interesseira, povo meu?
O cárcere doméstico é para ninguém sair e ser, só, doutrinado pelas redes sociais dos “representantes e defensores do povo”.
Os maiores tombos da arrogância e do falso poder em defesa do povo acontecem quando o povo mostra seu poder, de forma pacífica – mas firme e forte – ao ar livre, sem amarras ou mordaças. Caminhando, cantando, gritando sua mensagem...
Não há dinheiro capaz de comprar a liberdade das pessoas honestas.
Por isso, o povo não precisa pagar para sofrer o descaso da administração municipal...
Se todo cuidado é pouco, o povo está sendo tratado com pouco cuidado, pois precisa trabalhar para viver.
O trabalho enobrece os seres humanos.

Com respeito e muita fraternidade,


Marcos Ivan de Carvalho, jornalista profissional independente, MTb-36001.
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