segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Carta aberta aos novos vereadores eleitos em Pindamonhangaba, brevemente empregado$ do povo.

 Prezados senhores:

A partir de 01 de janeiro vindouro, pelas falas durante campanha, os senhores – pelo menos os novatos – assumiram o compromisso de darem, na Casa de Leis, vez e voz ao povo, servindo-se de sua dignidade e cidadania, honrando os votos os quais os levariam, como aconteceu, a uma das cadeiras do Legislativo.

Assim, nos permitimos dirigir nossa proposta de reflexão, inicialmente aos novatos:

Das pautas de campanha, muito das narrativas constantes, se não todas, dependem da coerência e do verdadeiro exercício da representação aos senhores, agora, atribuída pelos cidadãos tantos os quais, com o desejo de verdadeiras mudanças, confirmaram a crença em seus discursos.

Essas mesmas narrativas de campanha precisam, efetivamente, ter o respeito e a visão discernida do Executivo o qual, por competência, tem a obrigação de incorporá-las enquanto ações para a melhor qualidade de vida com Saúde, Segurança, Habitação, Transporte, Emprego e Renda. Não apenas serem discursos avalistas de permutas inconsequentes, enormemente absurdas e nada resultantes aos esteios do anseio da população.

Antes de se preocuparem em apresentar projetos de homenagear pessoas, denominar ruas, indicar serviços municipais, leiam e se inteirem da Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara de Vereadores. Entendam serem, também, prestadores de serviços remunerados a toda uma cidade, não somente aos seus eleitores.

Tradicionalmente terão assessores, custeados pelo dinheiro público. Não os tenham, apenas e tão somente, como pingentes decorativos em seus gabinetes. Incutam, neles, a necessidade de trabalhar como, por exemplo, canalizando os reclamos do povo aos setores competentes da municipalidade, minimizando as pautas orais ou, até mesmo, escritas de cada sessão do Legislativo. O verdadeiro currículo de um representante do povo está no atendimento e não na fuga da responsabilidade. O povo não pode esperar mais por soluções viáveis e que não custam o bolso de cada vereador.

Fiscalizem o Executivo, não se acomodem em conversas de bastidores, em acenos de simpatia, em possíveis insinuações para “tirarem o pé do acelerador”. Para isso, importante é saberem da Lei Orgânica e do Regimento Interno. Por esses instrumentos, inclusive, podem reduzir o próprio valor de seus ganhos, economizando para investimentos voltados à comunidade.

Todo e qualquer recurso aos senhores disponibilizado, como: meios de comunicação, tecnologia da informação, salas, mesas, sanitários, água, café, biscoitinhos e tudo o mais lhes são cortesia... Patrocinados pelo cidadão anônimo o qual, talvez, nem saibam ter merecido dele seu voto...

Quebrem o ranço do passado, limpem os acessos à Casa de Leis, reabram portas e galerias, reúnam-se mais vezes por mês, facilitem a vida de todos. Sejam Honestos e Trabalhadores.

Afinal, esse selo de qualidade todos os senhores buscaram ostentar durante a campanha. Não pode se desbotar ou desaparecer agora.

Aos reeleitos:

Vocês têm a grande chance de fazer parte de um time de pessoas de respeito e merecerem, efetivamente, serem tratados pelo tradicional “nobre vereador”. Saiam do casulo, invistam-se na verdadeira fala de trabalhar pelo povo, não por conta do sustento advindo do suor do povo.

Terão, mesmo em se considerando a possibilidade de estarem sob igual ideologia política dos novatos, adversários ávidos de serem – comprovadamente – bons e melhores do que os senhores. Vocês, antigos (nos permitam o adjetivo) já não desfrutam da prerrogativa de serem virgens em legislar. Mas podem ser os primeiros a perder totalmente a credibilidade já bastante abalada pelos procedimentos e posturas recentes os quais, notadamente, passaram o rodo na maioria de seus até então companheiros de jornada. O povo já não dorme de touca...

Respeito é tudo e o povo tem sofrido com falta dele.

Depois escrevo carta ao prefeito, haja vista ele estar se sentindo no topo do pedestal, ainda inacabado...

É a minha Carta Aberta, disponível para quem desejar assinar junto.

Marcos Ivan de Carvalho.

Jornalista profissional independente, MTb36001

Apaixonado pela mãe adotiva Pindamonhangaba.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

RECADO ABERTO A RESPEITO DO AERÓDROMO DE PINDAMONHANGABA (Uma breve explicação, de boa intenção)

 Pessoas todas de nossa querida Pindamonhangaba:

Já ouviram dizer a respeito de um terrível medo de perder a "boca rica" quando se ganha muito, pouco se produz e não se justifica o uso sensato do dinheiro público?

Sim, uso sensato do dinheiro público. Naturalmente, muitos gestores municipais correm para montar seu time de "confiança", buscam comprar a fidelidade, a peso de muito dinheiro do suor do povo.

Na verdade, poucas vezes se faz necessário pagar absurdos para ter pessoas de confiança ao seu lado. Basta, tão somente, valorizar e contemplar os servidores de carreira, os quais - na maior parte das vezes - preparam tudo para o "confiança" do prefeito assinar. 

Esse começo serve para ilustrarmos como, na maior parte das vezes, os de "confiança" vendem até a sombra da alma para ostentarem poder aquisitivo suportado pelo povo.

Circula pelas redes sociais a postagem de um comissionado da atual gestão de Pindamonhangaba, abordando assunto do Aeródromo de Pindamonhangaba, com a afirmação de o gestor anterior ter fechado tal equipamento para pousos e decolagens.

O fato é que, num dos primeiros momentos de sua gestão, o desastrado atual prefeito se aproveitou da oportunidade, juntou alguns praticantes ou entusiastas da arte da navegação aérea, rumou para Brasília e firmou um convênio. 

Por meio desse convênio, a Prefeitura de Pindamonhangaba passou a ser responsável pelos destinos do Aeródromo (o antigo campo de aviação do Haras Paulista). Nada mais do que isso.

Trouxe, o Executivo, para sua mesa, o poder de decidir quando e como negociar os destinos do Aeródromo de Pindamonhangaba, um dos dois aqui existentes. O outro, da Fazenda Santa Helena, é privado, mas comporta - inclusive - operações noturnas.

O prefeito, com o jeitão de querer trocar "tampinhas de garrafas", oferecidas pelos interessados, pensa - imagino eu - dar, ao Aeródromo, o mesmo destino  o qual já absorveu alguns espaços locais. Do tipo: "você me dá uma bala caramelo, eu te dou um pacote inteiro de outras balas melhores e vou adoçando o povo com a balinha caramelo"... Engana descaradamente ao povo.

Agora, já com os pés no domingo de votação, nos vem esse comissionado despejando essa coisa de dizer que o prefeito anterior fechou o Aeródromo e o já fracassado prefeito atual quem o reabriu.

Ele quer garantir a moeda de troca com uma narrativa boba, muito infantil e inconsistente...

Todos os aeródromos tiveram suas licenças, permissões e demais documentações atualizadas, para merecerem aval da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil. Qualquer prefeito teria feito isso, pois é exigência, não opção.

Na verdade, prefeito e comissionado "viajam" a bordo do desespero, a ponto de estarem nas nuvens da insensatez, haja vista a desconfortável condição de precisarem entregar, em 31 de dezembro, cadeiras, gabinetes e títulos aos seus sucessores, os quais auguramos sejam o verdadeiro resgate da dignidade de todos os pindamonhangabenses.

Desta maneira, pisando na garganta do povo e semeando mentiras a granel, esses atuais "responsáveis" pela cidade que vão cantar em outra freguesia, já que se apadrinharam de um nem tanto respeitável religioso, muito mais fiel às manobras de querer levar vantagens em vez de respeitar os preceitos sobre os quais supostamente se apoia.

Atentem para isso: O aeródromo não foi reaberto pelo atual prefeito. Ele simplesmente, há bom tempo, buscou ter como continuar negociando oportunidades de se aparentar ao lado do povo.

Não fez muita coisa pelo equipamento, simplesmente trazendo sob sua palavra, muitos idealistas da aviação. Talvez, imaginando ter mais quatro anos para deitar e rolar. 

Na verdade, vai sentar e chorar...

Que saia voando do Palácio de Vidro. E isso o povo já tem decidido...

Assino, sim.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista independente, MTb36001


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

ELEIÇÕES: Quando os candidatos viajam no discurso sobre Turismo...

 

Carta aberta, em tempos de corrida eleitoral, com alguns comentários e puxões de orelha 


Saudações.

 

Há muito tempo já está comprovado, sem nenhum risco de errarmos: os verdadeiros bons e excelentes resultados em Turismo estão na integração e no protagonismo dos empresários da sociedade civil, responsáveis diretos pelo sucesso do desenvolvimento do município.

 

Não há como qualquer gestor municipal se dizer apto e disposto em promover ações capazes de se obter a consolidação do Turismo Receptivo como gerador de emprego e renda se não contar, efetiva e constantemente, com os proprietários de bares, restaurantes, meios de hospedagem, casas de espetáculos, agências de receptivo, equipamentos e projetos de se realizar imersões nas diversas vertentes do Turismo como: aventura, ecologia, ambiental, cultural, rural, religioso, negócios, educativo e demais do trade.

 

Nestes tempos de corrida para se alcançar a principal cadeira no palácio espelhado de Pindamonhangaba, vemos e ouvimos candidatos discorrendo suas propostas de ações voltadas ao Turismo. Não destacadamente o Receptivo, mas Turismo, haja vista algumas contradições manifestas as quais, não veladamente, contradizem a fala de um ou de outro candidato.

 

Na verdade, são falas com dois possíveis motivos: se desvencilhar logo do tema, sem complicar o resto da participação, ou deixar o adversário confuso, já que o tema é um tanto bom desconhecido da maioria dos concorrentes.

Do pouco visto e ouvido nos últimos “debates” fizemos um extrato para exemplificar como o tema é conhecido superficialmente pela maioria.

 

Comecemos por Deltônio Aires (PDC) – Firma todo seu discurso nas matrizes econômicas, as quais deverão reger o mandato ao qual concorre. Investe no Turismo como solução de muitas dificuldades, mas, não envolve o empresariado, trazendo para sua suposta mesa de trabalho as decisões todas, neste caso, no referente ao tema comentado. Acena com a necessária revisão do Plano Diretor de Turismo, mas não desenvolve nenhum parecer consistente a respeito. Peca num ponto importante.

 

Rafael Goffi (PSDB) levanta a bandeira do Turismo anunciando algum tipo de escola, rebusca falas para fortalecer o discurso, se apoia – até certo ponto acertadamente – na combinação Turismo + Cultura, haja vista serem “unha e carne”. Fala em verbas impositivas conquistadas para a cidade e acena com mais ações neste sentido. Mas não aponta nada de positivo, como medida inicial para o Turismo Receptivo. Como vereador, na atual legislatura, aprovou, junto com os demais vereadores, o projeto gerador da Lei 6.122/2018, sem tomar o menor conhecimento da redação e do texto retirado do modelo estabelecido pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. Aliás, nenhum vereador leu o texto proposto, nem seus assessores, a Comissão de Turismo e o Jurídico da Edilidade. Assume o mesmo pecado de Deltônio.

 

Luís Rosas, por seu lado, também tece alinhavos a respeito, pinçando do passado – quando João Ribeiro foi gestor municipal – algumas ações para o Turismo se destacar. Confirma seus conhecimentos a respeito de alguns setores merecedores de atenção, enquanto atrativos turísticos. Segue um desenho de João Ribeiro, seu apoiador e ex-prefeito, quanto à necessidade de Turismo Receptivo e artesanato, principalmente. Repete a mesma falha dos dois anteriores.

 

Gustavo Tótaro (PMN) tem uma fala bem situada quanto ao necessário para se promover o Turismo Receptivo em Pindamonhangaba. Conhece a importância de se tomar uma decisão a qual venha, de imediato, tornar mais rasas as dificuldades quanto ao trade. Foca suas ações na recuperação de atrativos, como é o caso mais vergonhoso de nossa cidade a “pendenga” existente entre a Mitra Diocesana de Taubaté e Prefeitura de Pindamonhangaba quanto à solução adequada ao patrimônio tombado Igreja de São José, onde estão sepultos os restos mortais dos cidadãos locais os quais testemunharam o brado do príncipe Pedro I à margem do riacho do Ipiranga. O templo está se desmanchando e poderá vir a soterrar esses mesmos restos mortais. Estabelece alguma possibilidade de utilização da EFCJ – Estrada de Ferro Campos do Jordão para o fortalecimento do Turismo Receptivo. A EFCJ está passando por estudos para sua privatização.  Já foi conselheiro de Cultura, entende a importância dos Conselhos Municipais. Não foge ao esquecimento havido na fala dos demais.

 

Gabriel Cruz (PSOL) – Tem sua fala voltada à gestão pela população, preocupada em emprego, saúde e renda mas não se situa como defensor do Turismo. Logicamente, pelo próprio formato da política partidária. Mas nem por isso, e por não ter sido perguntado, demonstrou desconhecer ações necessárias no Turismo Receptivo.

 

Vito Ardito (PP) – Prefeito por quatro mandatos, tenta o quinto. Fala como verdadeiro turista, quando discursa sobre as viagens feitas ao exterior, na prospecção de investimentos para Pindamonhangaba, gerando emprego e renda. Bate no peito, dizendo ter trazido cinco hotéis para a cidade. Vantagem disso, segundo ele: os turistas podem passear em Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal, vindo dormir em Pindamonhangaba... Demonstra mais ser um operador de turismo, programando onde, efetivamente, o turista vai investir seu dinheiro. Pindamonhangaba não precisa de hotéis para ser cidade dormitório. Os meios de hospedagem, alimentação, transportes e outros carecem ser vistos como recursos da cidade para o Turismo Receptivo existir e acontecer. Fala muito sobre o já feito pela cidade, perde tempo com isso e não acena como nenhum tipo de solução viável em curto prazo. Também se esquece e peca como os demais.

 

Isael Domingues (PL) – Não conhece sobre Turismo Receptivo, mantém um Departamento com subsecretaria e diretoria dirigidos por cargos comissionados. Deixa tudo na mão do citado departamento, se apoia em desenhos de fala sem nenhum conhecimento, raso que seja. Não admite contradições, foge de eventos onde percebe a possibilidade de ser “enquadrado” e ficar num “mato sem cachorro”. Bate no peito, ao lado de seu “Sancho Pança”, avisando sobre uma fictícia vitória “de lavada”. Ousam, ambos, a cometer a heresia de se afirmarem escolhidos por Deus, o qual está do seu lado. Turismo, para a atual gestão, é pintar a cidade, trocar tampinhas de garrafa com verdadeiros espaços de grande valia para empresas oportunistas. Do tipo, nos tempos dos álbuns de figurinhas, dar uma figurinha carimbada em troca de outra qualquer, sem completar a página e sem ganhar o prêmio. Troca, sem troco... Não conhece de Turismo, muito menos o Receptivo.

 

Pelas bandas da Câmara Municipal, a única atual vereadora esbanja egoísmo, afirmando ter – pretensiosamente – feito muito pelo Turismo da cidade. Daí, sobe a Mantiqueira e vai buscar o apoio de um empresário o qual “domina” o Pico do Itapeva. Um discurso rançoso, falso, altamente sem nenhuma lógica para o Receptivo. Assim como Campos do Jordão puxa a sardinha do Pico do Itapeva para si, a mocinha pretende usar esse atrativo como reforço de campanha. Bate o pé e afirma fazer tudo pelos artesãos. Mas não cuidou de ler a tal lei referida acima. Essa lei, no texto votado pelos vereadores, já foi reformada duas vezes e nós demos um verdadeiro empurrão para isso acontecer. A vereadora, aliás, é membro da Comissão Permanente de Educação, Cultura, Turismo e Esporte. No mínimo, deveria se orientar a respeito da obediência ao texto disponibilizado pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. Não o fez, pois o texto dá poderes definidos ao COMTUR – Conselho Municipal de Turismo, como segue “Acompanhar, avaliar e fiscalizar a gestão de recursos constantes do Fundo Municipal de Turismo e dos recursos advindos da Lei Estadual complementar 1.261/2015, opinando sobre as prestações de contas, balancetes e demonstrativos econômicos financeiros referentes às respectivas movimentações”.

 

Alguns candidatos a vereador, de carona no trem da história, acenam com trabalho em prol do Turismo. Uma das ideias é legislar sobre o funcionamento dos bares com música ao vivo... Só isso não basta, apesar de a vida noturna ser essencial para um município o qual pretenda vir a ser um modelo de Receptivo em Turismo.

 

Qual pecado cometido?

Nenhuma citação, nos debates, à importância do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo, composto por representantes da sociedade civil (com 2/3 dos integrantes) e da Administração Municipal (1/3). O COMTUR de Pindamonhangaba tem caminhado para se estruturar melhor, vencer desafios, consolidar sua proposta e suas responsabilidades. Não merece, e nem pode, ficar distante das ações pretendidas serem denominadas de turísticas. Mesmo porque, quando de relatórios aos órgãos estaduais ou federais, a assinatura do COMTUR é indispensável para a consecução ou justificação de repasses de verbas para o Turismo Receptivo.

Para fechar: qualquer candidato vencedor deverá rever, mesmo antes da posse, seus conceitos e conhecimentos sobre Turismo Receptivo, COMTUR e Política Pública. O COMTUR não pode ser moeda de troca e a sociedade civil precisa ter motivos para acreditar sobre sua importância de contribuir para a cidade ser, definitivamente, destino turístico.

 

Puxãozinho de orelha 1:

A sociedade civil não pode, por sua vez, acomodar suas expectativas sobre a mesa do gestor municipal, desde agora. Para não passar vergonha por não saber desfrutar dessa fonte de emprego e renda e dar chance para os oportunistas se adequarem aos interesses do gestor municipal.

 

Puxãozinho de orelha 2:

Como seria interessante e justo todos utilizarem PINDAMONHANGABA, em vez da reduzida denominação “PINDA”.

 

É a minha opinião.

 

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista Independente MTb36001

Gestor de Turismo

Publicitário

Radialista

Escritor.

Pindamonhangabense por adoção, direito e gratidão.